O roteiro original de Sweeney Todd tem um final consideravelmente mais sombrio que enfatiza a tragédia do musical e inclui um número musical com fantasmas.
Tim Burton Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco de Fleet Street é um dos maiores musicais do cinema, mas seu final original era consideravelmente mais sombrio. Adaptado do musical de Steven Sondheim e lançado com aclamação da crítica, Sweeney Todd é uma representação exemplar das sensibilidades macabras e trágicas de Burton. Também marcou a sexta das oito colaborações atuais entre Burton e a estrela Johnny Depp.
Sweeney Todd segue o vingativo barbeiro (Depp) em seu retorno a Londres após 15 anos de exílio. Ele busca vingança contra o juiz Turpin (Alan Rickman), que o condenou falsamente porque Turpin ansiava pela esposa de Todd, Lucy (Laura Michelle Kelly), e depois roubou seu filho. Dona de uma loja de tortas, Nellie Lovett (Imagem: Instagram) Helena Bonham Carter ) incentiva Todd a firmar uma parceria, assassinando clientes para que ela possa transformar seus órgãos em tortas.
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Depois de matar Turpin, Todd fica horrorizado ao descobrir que sua raiva cega o levou a matar uma mendiga, mais tarde revelada ser Lucy, que ficou louca pelo tormento de Turpin. Sweeney Todd termina com o barbeiro assassinando Lovett por alegar que Lucy havia morrido anos antes, antes que sua garganta fosse cortada por Toby (Ed Sanders), um menino sob seus cuidados. Está implícito que Todd permite que Toby o mate, mas o roteiro original torna isso muito mais explícito. O roteiro sacrifica um pouco da sutileza do filme, mas esclarece o remorso de Todd ao ser assombrado por suas vítimas em um número musical final.
Sweeney Todd A cena final de Johnny Depp mostra o barbeiro sanguinário de Johnny Depp segurando o corpo de Lucy, enquanto Toby se aproxima atrás dele. É sugerido que Todd está ciente de sua presença, levantando o pescoço para facilitar o assassinato do menino. No entanto, há uma expressão de confusão logo antes de sua garganta ser cortada, deixando sua morte ambígua. O final original do roteiro esclarece esse ato, quando Todd se vira para observar Toby aparecer das sombras. Enquanto o menino pega a navalha de Todd, o barbeiro desabotoa o colarinho e inclina a cabeça para trás. O final do filme é inegavelmente trágico, com Depp apresentando uma de suas melhores atuações, mas o roteiro realmente enfatiza a tristeza de Todd. Todd fixando os olhos no menino enquanto sua garganta é cortada teria melhorado seu arco, não apenas aceitando a morte, mas implorando silenciosamente para que sua miséria acabasse.
Essa é apenas uma diferença no roteiro que teria criado um final ainda mais sombrio. O clímax do roteiro é maior e mais horrível. No filme, Todd joga Lovett em seu forno e olha friamente para ela, inabalável enquanto ela queima viva. Porém, no roteiro, ele cai de joelhos, cobrindo os ouvidos para abafar os gritos dela, antes de rastejar em direção ao corpo de Lucy. Ele parece mais humano e derrotado, dominado pela dor enquanto soluça, enquanto permanece sereno no filme. O roteiro também traz uma música extra que falta no filme de Tim Burton, que mostra as vítimas de Todd reaparecendo como fantasmas, incluindo Turpin e Lucy. Todd e Lovett também retornam como fantasmas, antes que ele seja deixado sozinho na escuridão, sua vida passando diante de seus olhos enquanto ele desmaia em seu próprio sangue. A sequência é emocionante e esclarece o quão profundamente Todd ficou assombrado por suas ações.
O número musical do roteiro poderia ter fornecido imagens impressionantes, mas é desnecessário do ponto de vista narrativo. Sweeney Todd: O Demônio da Rua Fleet em vez disso, opta pela moderação, com uma cena final mais sóbria que ressalta o horror das ações de Todd. Um cadáver embalando outro, a última imagem de Todd é o rosto de seu amor perdido, um reencontro condizente com uma verdadeira tragédia de Tim Burton.
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